Todos nascemos livres e assim o fomos por bem pouco tempo. Desde a primeira infância com as ordens dadas por adultos, que censuram e moldam nossa natureza à seus próprios ideais. Depois a adolescência, fase em que a consciência nos toma de assalto e que novamente nos moldam e podam com discursos de que não sabemos nada da vida e que tudo não passa de uma fase a ser superada, uma rebeldia sem causa. Mas tínhamos uma causa, nobre e infinita, retomar nossa natureza roubada. Selvagem e desregrada, mas sincera como as chuvas. Nos tornamos adultos, amadurecidos à força, descontando nossa frustração em nossos filhos, criando a nova geração de controlados e desacreditados intelectual e sentimentalmente. Partindo dessa idéia, fica fácil entender os avós que fazem todas as vontades dos netinhos, tudo não passa de remorso, uma maneira de compensar o dano que provocaram nos próprios filhos, que por consequência criticam sua forma de tratar os pequenos. Tudo não passa de um grande ciclo de frustração, vingança e arrependimento. Uma prisão de sentimentos que nos mantêm escravos à valores seculares, criados única e exclusivamente por mentes que pretendiam a criação do "homem rebanho", uma raça frágil e desequilibrada, as ovelhas que se permitem ao abate sem resistência. A saída seria, talvez, nunca perdermos a consciência do gigantismo de nossa pequenês. Sermos eternos deuses-crianças, donos de nossas verdades, soldados de nossa própria natureza.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Assim sendo
Todos nascemos livres e assim o fomos por bem pouco tempo. Desde a primeira infância com as ordens dadas por adultos, que censuram e moldam nossa natureza à seus próprios ideais. Depois a adolescência, fase em que a consciência nos toma de assalto e que novamente nos moldam e podam com discursos de que não sabemos nada da vida e que tudo não passa de uma fase a ser superada, uma rebeldia sem causa. Mas tínhamos uma causa, nobre e infinita, retomar nossa natureza roubada. Selvagem e desregrada, mas sincera como as chuvas. Nos tornamos adultos, amadurecidos à força, descontando nossa frustração em nossos filhos, criando a nova geração de controlados e desacreditados intelectual e sentimentalmente. Partindo dessa idéia, fica fácil entender os avós que fazem todas as vontades dos netinhos, tudo não passa de remorso, uma maneira de compensar o dano que provocaram nos próprios filhos, que por consequência criticam sua forma de tratar os pequenos. Tudo não passa de um grande ciclo de frustração, vingança e arrependimento. Uma prisão de sentimentos que nos mantêm escravos à valores seculares, criados única e exclusivamente por mentes que pretendiam a criação do "homem rebanho", uma raça frágil e desequilibrada, as ovelhas que se permitem ao abate sem resistência. A saída seria, talvez, nunca perdermos a consciência do gigantismo de nossa pequenês. Sermos eternos deuses-crianças, donos de nossas verdades, soldados de nossa própria natureza.
Sobre o que não sei ao certo
Por vezes até acredito que certas partes de mim foram levadas embora no peito de outros.
E não há uma vez sequer em que não torça para estar enganado.
Para que um dia, quem sabe, as encontre no fundo de uma gaveta, intactas,
Conselho de um velho safado
Se vai tentar
siga em frente.
Senão, nem comece!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.
Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...
A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.
Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.
Por: Charles Bukowski
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Talvez não seja por falta de coragem, mas alguns cães preferem a noite para se fazerem mais cães. Parte II
domingo, 14 de agosto de 2011
Luxúria (Repostagem Corrigida)
Amo-me, especialmente quando o álcool guia meus passos entre todas essas silhuetas insinuantes de começo de noite e final de esperança.
Algo mais forte que qualquer diferença, e mais simples que qualquer desejo.
Adoro-os quando não os escuto. É sinal de que suas línguas estão ocupadas.
E se ainda não me escuto, é porque suas línguas estão ocupadas com a minha língua.
Peço-lhes que encarem o fato de que nossas mãos possuem um compromisso sagrado com nossos corpos, um laço de sangue e suor.
Juntem-se a mim na missão de não darmos nomes a nossos prazeres, socorram-me no caminho dos desejos onde não se limita o paraíso à apenas uma palavra.
Esqueçam as teorias sobre o céu e o inferno que lhes foram ensinadas na infância, esqueçam de tudo que não seja carne, saliva e sussurros.
Levem-me pela mão, acolham-me em seus braços, recebam-me em suas camas. Entrelacemos agora nossas pernas, tornemo-nos um.
Silêncio! Não os quero escutar. Calem minha boca com suas bocas e sintam!
Descubramos juntos que não há prazer maior que matar a sede de um corpo sedento. Não importa a sede, apenas matem-na. Por favor matem-na em mim.
E quando já estiver morta, lhes imploro que matem-na de uma nova morte sem fim. Purifiquem-me pelo desejo. Façam-me acordar ainda sentindo o gosto do pecado de suas peles.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Olfato
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
O peso de quem já tão leve aprendeu a voar

terça-feira, 9 de agosto de 2011
Talvez não seja por falta de coragem, mas alguns cães preferem a noite para se fazerem mais cães.
domingo, 7 de agosto de 2011
"O Diabo na Cabeça" de Bernard-Henri Lévy
Na sinopse original o livro é descrito como:
"A investigação sobre a vida misteriosa de um certo Benjamin C. revela uma complexa personalidade que reúne em sí todos os segredos e paixões da humanidade.
Bernard-Henri Lévy, eminente filósofo representante da nova geração de intelectuais franceses passa a romancista. E constrói uma trama fascinante que engloba mais de quarenta anos de tumultos e conflitos ao fim dos quais o diabo sempre vence. Usando como pano de fundo as maiores catástrofes do século atual (séc. XX) Lévy manipula em O Diabo na Cabeça personagens que são meros joguetes nas malhas da história."
Mas para mim o livro tem um significado ainda mais oculto e representativo. É o retrato de toda uma geração criada entre um furacão de novas idéias e tendências e a consequência poética, mas não menos catastrófica, que isso causou na geração do pós-guerra e que consequentemente alcançou à mim mesmo mais de quarenta anos depois.
As inquietudes e a rebeldia quase sempre intrínseca porém mal direcionada, ou direcionada a todos os lados, as fugas pela literatura, o cinema, a arte de vanguarda, os excessos e a auto-destruição iminente e frustrante, ainda que inocente.
Tudo isso é Benjamin C., tudo isso sou eu, e ao mesmo tempo não posso afirmar ou negar nada que nem mesmo meu próprio espírito refletiu e ainda reflete.
Os depoimentos de familiares e pessoas próximas, todos tão certos de sí mas tão falhos em relação à realidade do ser em questão.
As mentiras, as ideologias disfarçando o egoísmo pessoal, todo o falso romantismo dos atos que encantam os olhos alheios dispostos à uma aventura e igualmente suficientes para angariar inimigos que hoje olham com desdém para o objeto que já representou o motivo de seu ódio e inveja.
Sendo tudo isso coroado com um relato, também falho, do próprio Benjamim C., em uma carta onde para desatar nós sobre sua vida acaba por criar outros tantos.
Realmente uma obra a ser lida por todos que sentem dentro de sí a existência de uma força maior, um "diabo" que dita direções adversas e caóticas, muitas vezes até cruéis e de extremo egoísmo.
Mas que no fundo, não passam de consequências impostas à mentes que como diria Oscar Wilde "(nasceram para) Viver, enquanto a maioria apenas existe!
Por: Yuri Pospichil
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Sobre a Vulgaridade Sadia da Felicidade e a Tragédia Poética da Tristeza
Avec Tranquillité

sábado, 23 de julho de 2011
Para um peito menor que as aflições

quarta-feira, 6 de julho de 2011
B.T. (música)
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Todo coração é uma célula revolucionária
terça-feira, 7 de junho de 2011
Bla bla bla

quinta-feira, 2 de junho de 2011
Questões da Adolescência
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Rotinas de quem não existe

terça-feira, 17 de maio de 2011
Antes de Mais Nada
A Luz Que Queima Nos Eleva ao Absurdo
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Nanquim

quinta-feira, 28 de abril de 2011
Vipassanā
quinta-feira, 21 de abril de 2011
A METAMORFOSE DAS CRISÁLIDAS NÃO SE DÁ NESSA ÉPOCA DO ANO – TRATE DE SER FELIZ POR CONTA PRÓPRIA
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Senhor de Estranhas Manias

Dom que quase nenhum outro possuiria
Cativas desejos por arte
Meu senhor de tardes tardias
Faz crescer em meu peito a esperança
Em dias onde reconheço a alegria
Não seria difícil amar-te
Cativas minha sorte
Cativantes palavras que eleva-me em seus momentos
Preso à mais ínfima sintonia
Cativante desejo de te ser fiel por morte
Senhor de estranhas manias
Faz-me forte ao ler teu brilho de criança
Dias que me pergunto por onde andarias
Não seria fácil perder-te:
Raio de sol que ilumina.
Fonte de energia que contemplo.
Parte de mim, seja sempre poesia,
viva,
pulsante,
por entre meus olhos
dedos,
dia-a-dia.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Em Miami o Horror é não dançar!
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Não existem abelhas na noite das agulhas
Me incomoda um pouco enxergar neste rosto velho um pouco de mim.Sobre Nomes Impróprios e a Madrugada

terça-feira, 29 de março de 2011
Voltando pra casa, voltando pro nada
quarta-feira, 23 de março de 2011
Passagem
terça-feira, 15 de março de 2011
About Candies and Searches (música)
Por: Rimini Raskin

